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junhoNo dia de ontem o Tribunal Supremo avalizou  a existência jurídica na Galiza dumha suposta organizaçom armada ilegal denominada Resistência Galega qualificando-a de “organizaçom terrorista em fase incipiente”. Deste jeito a máxima instância jurídica do Estado Espanhol confirmou o essencial da doutrina da Audiência Nacional de setembro de 2013 na que condenou, entre outros delitos, a Eduardo Vigo, Maria Osório, Roberto Rodrigues e Antom Santos  pola sua suposta pertença a Resistência Galega.

Por outra banda, ainda que o TS confirmara a efeitos jurídicos que na Galiza opera umha organizaçom armada, reduziu as condenas contra os quatro independentistas ao entender que condenas aplicadas pola AN fôrom “desproporcionadas”. Assim Roberto Rodrigues e Eduardo Vigo cumprirám 13 anos e 9 meses de prisom e Maria Osório e Antom Santos 7 anos e 9 meses.

Extensom do conceito de “terrorismo”

Tanto a AN como o TS som braços jurídicos ao serviço das diretrizes políticas do Estado. Esta nova sentença tem umha forte carga política na que se evidência que o Estado Espanhol pretende extender a aplicaçom do conceito 'terrorismo' a qualquer tipo de compromisso independentista organizado ou, incluso, a formas avançadas de protesto social.

Um exemplo que o ilustra é que já em dezembro do ano passado, partidos espanholistas como PP, PSOE, IU, UpyD e CiU davam o seu aval à Proposiçom nom de Lei do PP para incluir a RG na listagem de “organizaçons terroristas da Uniom Europeia”. Este facto demonstrava já na altura que a decisom política estava tomada e que somentes restava instar o aparato judicial a cumpri-la.

É por isto que o aguardado era que a sentença lida onte do TS confirmara a do tribunal político especial. A reaçom social e política, no entanto, nom dessatou um alarme similar ao vivido em setembro. Daquela, após emitir-se a sentença da AN, 25 agentes sociais, sindicais e políticos nacionais assinárom um documento em que se denunciava a brutalidade repressiva do Estado mediante os seus tribunais e a persecuçom dos processos soberanistas. Agora, que em Madrid se reafirmam no dito, consolidando juridicamente a posiçom política, urge reativar de novo a resposta social ampla e em chave de País de todos os sectores realmente democráticos e contrários à aplicaçom dum apartheid penal e policial sobre a militância independentista galega.

Apertura de processos repressivos

A extensom por parte do Estado do conceito de “terrorismo” abre as portas para imputar arbitrariamente delitos de “pertença”, “colaboraçom” ou “enaltecimento do terrorismo” a qualquer pessoa participante dos movimentos sociais, políticos, culturais, feministas ou ecologistas que conformam o que, na linguagem penalista, se denomina como "a contorna". Igualmente, abre-se a possibilidade jurídica de ilegalizaçom de coletivos e internacionalizar-se a persecuçom contra o movimento intependentista galego, que passa ser considerado um "problema" da UE.

Finalmente, parabenizamo-nos pola reduçom de condea dos quatro independentistas, somos conscientes do que implica cada dia dentro da prisom mas nom podemos obviar que continuam em regime FIES e que o controlo e a dispersom seguem ai. Desde CEIVAR continuaremos a trabalhar pola sua liberdade e animamos a todos os coleitivos a que o medo nom chegue a paralizar-nos e se traduza em solidariedade e trabalho produtivo.

 

26abw

Este sábado, dia 26 de Abril, a Gentalha do Pichel (Compostela) acolherá o concerto solidário “Pola liberdade dos berros, dos protestos e dos presos políticos galegos”. Desta volta a partir das 21:30 contaremos com as atuaçons de Ex tensión agraria +Carricobanda.

O preço do bilhete som 3 euros que irám destinados aos presos independentistas galegos.

Lazer alternativo e solidariedade com os retaliados, anima-te! Contamos com vós!

Sábado 26 de Abril
21:30 Gentalha do Pichel (Compostela)
Ex-tensión Agraria + Carricobanda
 

Nesta sexta de fim de més, 25 de ABRIL os presos farám o habitual jejum para reivindicar:

1- Reconhecimento da sua condiçom de prisioneiras e prisioneiros políticos.
2- Fim da política de dispersom penitenciária.
3- Reagrupamento dos membros do coletivo numha prisom em território galego.
4- Cessamento do regime de reclusom nos centros de menores.
5- Melhora geral das condiçons de vida nas prisónsnovo_askapena

Nós, nas ruas do País CONCENTRAREMO-NOS em sinal de apoio mas desta volta contaremos com apoio internacional. Como mencionamos em dias anteriores a  organizaçom internacionalista euskaldun Askapena adicou o 17 de Abril, Dia Internacional de apoio às/aos Presas/os Políticas/os, aos presos independentistas galegos e corsas/os. Deste jeito, também a sexta de fim de mês sairám às ruas de Euskal Herria com umha faixa de solidariedade com os presos galegos.
BURELAab1w: Praça do Concelho às 20h00
COMPOSTELA: Praça da Galiza às 20h30
CORUNHA: Cantóm Obelisco ás 20h30
FERROL: Praça Amada Garcia às 21h00
LUGO: Praça Maior às 20h30
NOIA: Palco Alameda de Noia às 21h00
OURENSE: Praça do Ferro às 20h30
PONTE VEDRA: Praça da Peregrina às 20h00
VIGO:  Marco (Rua Príncipe) às 20h00

 

IMG-20140417-WA005O 17 de Abril foi o dia escolhido polo Organismo Popular Anti-repressivo CEIVAR para dar início à campanha “POLA LIBERDADE DOS GRITOS E DOS PROTESTOS! POLA LIBERDADE DOS PRESOS INDEPENDENTISTAS!”. A data era significativa devido a que esse dia comemorou-se o Dia Internacional de apoio às/aos Presas/os Políticas/os. Durante essa jornada CEIVAR emitiu um comunicado traduzido a várias línguas que fixo chegar a todos os recantos e pendurou faixas nas comarcas com a legenda da campanha em diferentes idiomas visualizando o seu caráter internacional.

Assim mesmo, nos vindeiros dias os presos políticos galegos receberám umha cópia com as imagens das reivindicaçons do 17 de Abril.

Continua o trabalho anti-repressivo

A campanha “POLA LIBERDADE DOS GRITOS E DOS PROTESTOS! POLA LIBERDADE DOS PRESOS INDEPENDENTISTAS!” nom se detém e adiantamos as seguintes atividades:CARTAZ_17_ABRL_____2014_web

25 de Abril: Concentraçons de fim de mês nas localidades de Vigo, Noia, Ourense, Burela, Lugo, Ponte-Vedra, Crunha, Compostela e Ferrol para reivindicar a liberdade dos presos independentistas galegos.

26 de Abril: Concerto Nacional na Gentalha do Pichel (Compostela) às 21h com a atuaçom de Carricobanda e Ex-tension Agraria.

1 de Maio: Dia da Classe Operária. Estaremos nas principais manifestaçons com faixa própria e brochuras informativas.

6 e 7 de Maio: Mobilizaçom a Madrid perante um novo juízo farsa na Audiência Nacional contra os presos independentistas Carlos Calvo e Xurxo Rodrigues.

 

faixa_OU_2Hoje é um dia muito sinalado para os Povos do Mundo. No 17 de Abril comemoramos o Dia Internacional das/os Presas/os Políticas/os e como nom há melhor jeito de honra-las que com trabalho solidário, desde o Organismo Popular Anti-repressivo CEIVAR começamos umha campanha política “POLA LIBERDADE DOS GRITOS E DOS PROTESTOS, POLA LIBERDADE D@S PRES@S POLÍTIC@S.

Na jornada de hoje daremos início à campanha pendurando várias faixas nas comarcas galegas com a legenda da campanha, ademais distribuiremos o comunicado a esta nova em diversas línguas, destacando deste modo o caráter internacional do dia.

Igualmente, adiantamos que a campanha terá atividades lúdicas e reivindicativas das que destacamos a concentraçom mensal do 25 de Abril (sexta de fim de mês), o 26 de Abril haverá um concerto nacional em Compostela e o Primeiro de Maio (Dia da Classe Opéraria) CEIVAR sairá ás ruas do País com faixas e brochuras nas principais manifestaçons. Finalmente, o 06 e 07 de Maio deslocaremo-nos até Madrid para apoiar aos presos independentistas Carlos Calvo e Xurxo Rodrigues no seu juízo político ante a Audiência Nacional.

Velaí o comunicado de CEIVAR perante o 17 de Abril

Ceivar renova o compromisso de solidariedade com os independentistas presos adquirido desde 2003

17afinO Dia Internacional de apoio às Presas e Presos Políticos é a jornada de reivindicaçom internacional instituída em 2004 polos organismos anti-repressivos e de solidariedade de distintos países reunidos numha conferência mundial. O objetivo do estabelecimento da data foi recordar e denunciar, a sempre negada existência de presos e presas políticas, reclamar o respeito dos seus direitos polos Estados e governos, exigir a sua liberdade e, finalmente, impulsionar a resoluçom em favor dos Povos e as maiorias sociais dos conflitos políticos, sócio-económicos, ambientais, etc., dos que as retaliadas e retaliados som a sua expressom.

Desde a institucionalizaçom do Dia Internacional dos Presos e Presas Políticas, as oligarquias económicas e financeiras e os Estados submetidos às suas diretrizes, reforçárom em todos os países as políticas de controlo e repressom para imporem a ferro e lume os seus projetos políticos, económicos e identitários. O recurso generalizado à coerçom, o militarismo e a violência é tendência da Colômbia a Euskal Herria, dos Estados Unidos à Sudáfrica, da Alemanha ao Chile, do Egipto à Corsica, da Rússia à Palestina, etc.

As consequências som visíveis. Estados em crise como o Espanhol preparam legislaçons restritivas do exercício das liberdades democráticas como o anteprojeto de Ley de Seguridad Ciudadana ou a contra-reforma do Código Penal, que multiplicam a repressom económica, classificam como terrorismo qualquer luita para esmagá-la com mais contundência, estendem a aplicaçom do Direito Penal do Inimigo ou a Teoria da Contorna, botando mao com mais frequência do que no passado recente da violência e a subordinaçom dos meios aos ditados policiais. Hoje, protesto e auto-organizaçom som mais do que sempre objetivo policial. Somos menos livres. Temos menos direitos.

Agravamento das condiçons de vida dentro das prisons

A existência de presos e presas independentistas galegas nas prisons espanholas e o especial trato penal e penitenciário que recebem som, também, dous sintomas destas tendências gerais, mas sobretodo som-o da vigência dum conflito entre dous projetos políticos mutuamente excluintes: o projeto nacional galego e o projeto imperialista espanhol na Galiza. Neste sentido, a excepcionalidade jurídica e carcerária aplicada aos independentistas galegos presos nom fai mais que constatar aquelo que o Estado nega com tanta insistência: a sua condiçom de prisioneiras e prisioneiros políticos.

Prisom preventiva, dispersom, imposiçom do regime especial FIES-3, isolamentos prolongados, controlo das comunicaçons exteriores, agressons, etc. configuram um quadro geral de tratamento penitenciário que procura a destruiçom pessoal e política dos presos e presas para devolve-los reeducados, isto é derrotados e derrotadas, para a rua. Até tal ponto está ciente o Estado espanhol do exemplo de patriotismo e firmeza que para o País encarnam, que a sua assimilaçom e destruiçom se torna tarefa prioritaria na luita contra o projeto independentista galego.

Reforçar os compromissos

Neste novo Dia Internacional, a nossa homenagem, recordo e solidariedade é para todas as mulheres e homes que enfrentam a repressom mas, em especial, para aquelas e aqueles que, contra vento e maré agüentam com dignidade e coerência regimes penitenciários homicidas e impróprios dum Estado e dum regime que se proclamam “democráticos”. O seu exemplo de entrega generosa e honestidade, em condiçons tam desiguais, brilha com luz própria frente os nosso inimigos, à caste de ladrons de garavata, corruptos e fascistas que hoje regem os destinos da Galiza.

CEIVAR quer renovar e reforçar nesta jornada internacional o compromisso adquirido quando se constituiu em 2003. Renovar e reforçar, dizemos, porque as metodologias repressivas que agora chegam venhem para ficar, e porque, no futuro imediato, com um processo em curso de fascistizaçom do Reino de Espanha e corte de liberdades, organizarmo-nos para combater coletivamente a repressom, visibilizá-la, ativar sensibilidades, construir redes solidárias e de apoio mutuo para resistir e frustrar os seus objetivos. Isto converterá-se numha tarefa imprescindível para vivermos, algum dia,“sem sermos escravos de Espanha”.

Viva Galiza Ceive!!

Vivam @s pres@s independentistas galeg@s!!

Vivam @s pres@s polític@s!!

A nossa solidariedade é imparável!!

Per la llibertat dels crits i de les protestes !!
Per la llibertat dels presos polítics!!

Per la libertá degli urli e delle proteste!!
Per la libertá dei prigionieri politici!!

Pour la liberté des cris et des protestations!!
Pour la liberté des prisonniers politiques!!

Voor de vrijheid voor roepen en protesteren!!

Voor de vrijheid voor politieke gevangenen!!

für den Freiheit des Schreie und dem Proteste¡¡
Freiheit für dem politischen Gefangene!!

Meñaltun pu wichafe lewla!!

amulepe taiñ weichan!!

Por la libertad de los gritos y las protestas!!

Por la libertad de los presos políticos!!

protesta eta garrasien askatasunaren alde!!

preso politikoen askatasunaren alde!!

A szo es tiltakozas szabadsagaert kuzdunk!!

A politikai foglyok kiszabaditasaert !!

For the freedom of shouts and protestations!! 
For the freedom of political prisoners!!

Castelam.pdf 

 Ingls.pdf

Francs.pdf 

 

A continuaçom reproduzimos o comunicado emitido polo coletivo internacionalista euskaldun Askapena com motivo do 17 de Abril, Dia Internacional das/os Presas/os Políticas/os.

Gasteiz"A existência de presos e presas políticas é umha constante na História da luita dos Povos. O sistema capitalista-imperialista emprega numerosos jeitos para fazer calar aos que se oponhem à injustiça imperante sem que lhe trema nunca o pulso. A criminalizaçom, o escarmento, as detençons, a repressom policial, os juízos políticos e finalmente a tortura e o encarceramento é o preço que muitas, ao largo e ancho do mundo, tiverom e seguem tendo que pagar por ter-se atrevido a questionar a orde estabelecida.

Este ano, neste 17 de Abril, Dia Internacional dos e das Presas Políticas, queremos centrar a nossa atençom no marco europeio e concretamente no marco da opressom de Povos conformados polo Estado Espanhol e Francês. Em pleno coraçom dumha Europa supostamente baluarte de valores democráticos, o Estado Espanhol e Francês tenhem o visto bom por parte das instituçons europeias para manter sequestrados e empregar como moeda de cámbio ou diretamente como chatagem a militantes políticos comprometidos na luita de Libertaçom dos seus Povos. Assim é como junto ao Coletivo de Presas/os Políticas/os Vascas/os, duzias de companheiros galegos e corsos estám a pagar duramente as consequências da sua entrega militante e padecendo elas  também as mesmas medidas donde o respeito polos direitos mais fundamentais brilham pola sua ausência. Dispersom, isolamento, golpes, falta de asistência médica… fam que o dia a dia de galegas e corsas seja o mesmo ínfero que padecem os nossos presos.

É por elo que neste Dia Internaciona l das/os Presas/os Políticas/os, ademáis de mostrar a nossa solidariedade com todas as pessoas presas por luitar, queremos denunciar particularmente a situaçom do coletivo dos presos galegos e corsos contra os quais o Estado Espanhol e Francés, com o silêncio cúmplice da Uniom Europeia, se estám a encarniçar. Por outro lado aproveitaremos estas datas para fazer-lhes chegar aos familiares dos presos políticos vascos as postais que chegárom desde todos os pontos do Planeta trâs a iniciativa aberta por parte dos Comités de Solidariedade com Euskal Herria- Euskal Herriaren Lagunak. Desde Askapena, temos claro que a solidariedade com as presas políticas tanto cá, em Euskal Herria como com e desde outros Povos em luita é um trabalho imprescindível, nom somentes para que se respeitem desde agora os seus direitos, se nom para que tanto eles como os Povos polos que luitam consigam quando antes o seu objetivo: a liberdade."

 
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