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colante_cadeia_humana_2014Por sétimo ano consecutivo o Organismo Popular Anti-repressivo CEIVAR organiça a VII ediçom da Cadeia Humana pola liberdade das/os presas/independentistas que terá lugar o día 24 de Julho às 18h na Praça da Galiza (Compostela).

 A Cadeia Humana é por excelência o ato reivindicativo anual no que se exige a repatriaçom das/os independentistas galegas/os presas/os, a suspensom das estratégias de extermínio carcerário e a liberdade de quem se encontram desterradas/os  por participarem no processo de liberaçom nacional e social da Galiza. Assim mesmo é também o momento no que, mau com mau, tecemos a rede de solidariedade que consigue vissibilizar às/aos presas/os independentistas da nossa Naçom e denunciar as ilegalidades e ilegitimidades que estám a sufrir nas prisons espanholas; dispersom, humilhaçons, restriçons, etc.

Solidariedade imparável

A legenda da VII Cadeia Humana será “Solidariedade imparável, liberdade presas/os independentistas” e com ela queremos amossar o nosso mais firme compromisso para que as/os retaliadas/os estejam na rua mas também de que cada convocatória seja reforçada por mais pessoas concienciadas com justiça social e nacional.

Durante estes 365 dias que passárom desde a anterior Cadeia Humana o nosso Povo tivo que enfrontar incontáveis processos repressivos tanto nos Julgados Provinciais como na Audiência Nacional. Centos de galegas/os estivemos arroupando às/aos processadas/os e esse apoio o que demonstra é o grande potencial solidário com o que conta a nossa Terra.

Devido a que a repressom é inerente às reinvindicaçons, a solidariedade também o será. Com este motivo o Organismo Popular Anti-repressivo também estará presente na mobilizaçom juvenil e nas manifestaçons do dia 25 respaldando aos seitores mais castigados pola repressom e fazendo um chamamento a organizar-se.

É o tempo, é o lugar e é a hora de botar-nos às ruas e por isso fazemos um chamamento público a todos os agentes políticos e sociais a secundar a VII Cadeia Humana e demandar a liberdade das/os presas/os independentistas e o fim das políticas repressivas que ejercem contra a cidadania deste País.

Ante a repressom espanhola, solidariedade imparável!

Preparativos da Cadeia Humana

festa_OUDurante os dias prévios à VII ediçom da Cadeia Humana, CEIVAR fara-se presente nas ruas do País mediante umha campanha publicitária de cartaces, faixas, pintadas, colantes e demais ferramentas populares.

Na comarca de Ourense as reivindicaçons irám acompanhadas dumha festa em solidariedade com as/os presas/os independentistas. Será o dia 22 no Pub Avanti a partir das 22h e na que haverá petiscos, sorteios e muita música.

Igualmente informamos que durante os dias 24 e 25 em Compostela poderedes mercar diverso material do Organismo Popular Anti-repressivo, especialmente as últimas existências da primeira ediçom “O teito é de Pedra: a vida e a luita arredista nas cadeias” escrito por ex-presas/os independentistas galegas/os. O dia da Pátria na Alameda colocará-se um posto no que ademais da venda, estará disponível umha mesa e postais para que lhe enviedes umhas palavras às/aos presas/os independentistas numha data tam sinalada para nós. 


 

1405087973411poli_galc4Sete meses após o Consejo de Ministros dar luz verde à Ley de Protección de la Seguridad Ciudadana –popularmente conhecida como Lei Mordaça-, o Executivo espanhol remitiu hoje o projeto às Cortes espanholas para a sua segura aprovaçom. A tramitaçom parlamentar é só umha formalidade, umha vez que o Partido Popular dispom da maioria absoluta necessária para aprová-la.

O projeto de lei coincide no tempo com a iniciativa de Mariano Rajoy para assegurar à extrema direita espanhola o governo da maioria das câmaras municipais galegas, impossibilitando, por lei, as coligaçons de governo entre grupos de oposiçom lá onde o PP for a força “mais votada” e assegurando a sua preminência. Golpe de Estado nas instituiçons políticas e agudizaçom da repressom na rua é a oferta do regime espanhol para afrontar a sua profunda crise.

Novidades

O primeiro rascunho da Ley de Protección de la Seguridad Ciudadana apresentado em novembro levantou fortes críticas de partidos políticos e associaçons e organizaçons populares, mas também de juízas, juízes e fiscais. Neste sentido, é evidente que, mantendo os aspectos nucleares do projeto, o PP limou outros para simular sensibilidade face as críticas recebidas e reduzir o alarme produzido.

Assim, alguns aspectos fundamentais do projeto legislativo em processo de aprovaçom som:

  1. A entrada em domicílios e registos mantém-se como até agora. A Polícia só poderá entrar com umha ordem judicial.
  1. A identificaçom policial de pessoas passa a ser completamente arbitrária, podendo-se produzir sempre que que os agentes policiais considerem “razoável” sob o seu critério esta intervençom para “previr o delito”.
  1. Generalizam-se os contróis com a finalidade de “descubrir o autor ou autora do delito”, ou a pessoa que gera “alarme social”. O carácter genérico do texto abre as portas à multiplicaçom deste tipo de atuaçom policial.
  1. Os cacheios deverám-se realizar por umha ou um agente do mesmo sexo do da pessoa registada. No caso de a Polícia decidir espir na íntegra umha pessoa para um registo corporal, este deverá desenvolver-se num local reservado.
  1. Os sujeitos responsáveis. Suprime-se a atribuçom de responsabilidade aos organizadores ou organizadoras de atos públicos por infraçons que cometam terceiros.
  1. O facto de fotografar polícias fazendo o seu trabalho pode ser infraçom e, portanto, sancionável, “se periga a segurança do polícia” ou “a da sua família” (sic). Assim, para um tempo onde se multiplicam as intervençons policiais, o trabalho informativo e de denúncia da violência policial fica colocado num nível de absoluta insegurança jurídica já que se submete ao critério policial decidir “se periga a segurança do polícia ou a da sua família” em cargas policiais, detençons, agressons policiais, etc.

Essência do projeto legislativo fica intata

Além de as mudanças tratarem de fazer “mais amável” a lei, a essência do projeto segue a sancionar os protestos populares por duas vias. Umha, as infraçons, que segundo a sua tipificaçom podem ser sancionadas com até 600.000 euros. Outra, a impossibilidade de recorrer à via judicial, umha vez que os processos sancionatórios passam a ser administrativos, geridos em última instáncia pola Delegación del Gobierno de España, é dizer, diretamente polo poder político de turma.

É significativo, como sintoma da gravidade da mudança que se está a piques de perpetrar, o facto de que entidades nada suspeitas de “conivência com o radicalismo”, como o Consejo General de la Abogacía Española, Jueces para la Democracia, Unión Progresista de Fiscales e até o Conselho de Europa, se alarmarem por esta posta do poder político à cabeça dos processos sancionatórios da mobilizaçom popular.

“Versom policial” manda

À mudança anterior, que coloca a Polícia espanhola com umha margem de manobra muito superior à atual a respeito da imposiçom de sançons económicas e da sua própria impunidade, há que engadir, também, que a versom policial de qualquer facto adquire legalmente um papel mais importante já que, se num processo judicial podia ser mais ou menos valorizada, agora é a fonte principal de acusaçom. Espanha pertrecha-se legalmente para um tempo de ascenso das luitas populares.

 

A continuaçom reproduzimos a carta pública do preso independentista Roberto R. Fialhega, Teto, escrita o 13 de Junho desde a prisom de Teixeiro. Lembramos que Teto foi deslocado a esta cadeia para declarar como imputado no juízo 8f45anos e no que a Fiscalia retirou os cargos contra ele e contra outro dos processados. Neste momento Teto está novamente dispersado em Estremera (Madrid).

10325152_1525060494380104_3098406441267892143_nA tod@s @s companheir@s:

Agora que porfim já rematou o juízo de Galicia Pilingui, e antes de que me retornem para as prisons da estepa castelhana -porque já  qualquer dia, a partires de amanhá, e sem prévio aviso, ‘marcho que tenho que marchar’ outra vez para Estremera D’or – Ciudad de Vacaciones-, nom queria deixar passar a oportunidade de agradecer-vos a tod@s, desde a “madeira mais fina da raiz do meu coraçâo”, todas as mostras de afeto e solidariedade que me figestes chegar ao longo destas poucas semanas que pudem passar na Terra –porque cá, embora todo seja talego nota-se quando um está na Terra- tanto durante as jornadas nos julgados como na marcha organizada por CEIVAR a Teixeiro. Esse dia nom nos conseguimos olhar mas sim que escuitei os vossos gritos que fôrom mais do que suficientes para saber que seguimos estando tanto dentro como fora e que a luita continua.

Dos dias de juízo... o que dizer? Mais do mesmo, muito contente! Muito obrigado a tod@s! Poderia escrever muitos nomes e sempre se me esqueceria algum mas começando desde @s onze companheir@s de banco, à equipa de advogados (com eles, até a fim do mundo) até tod@s @s cómpis que durante diferentes dias fôrom passando pola sala e também às/aos que ficárom fora que, por certo, também @s escuitei gritar ao entrar e sair metido na grileira. Igualmente às/aos que nom puidérom estar mas que dum jeito ou outro me figérom chegar o seu agarimo.

Insisto: muito obrigado a tod@s! O certo é que me sentim e sinto-me muito bem arroupado em todo o momento e podo dizer que volto para Madrid com umha grande saca ateigada de forte força e muito ánimo renovado para seguir remando, e assim, compartilhado, todo é mais doado.

Um cómpi dizia-me nos julgados que se aledava de atopar-me sorrindo como sempre, mas nom é para menos pois é a expressom direta de sentir-nos querid@s entre a nossa gente, de nom arredar de nós mesm@s e de manter-nos orgulhos@s do nosso Povo que está vivo, que nom se deixa maltratar e que dá resposta quando é agredido. Com a nossa luita fazemos o nosso sorriso indestrutível! Som muitos os motivos para sorrir... Olho ao meu arredor e acho que som outros os que tenhem que ficar com a tristura e as caras longas de cans.

Agora que António e eu ficamos fóra do juízo toca-me oferecer e mostrar todo o meu apoio às/aos companheir@s que aguardam sentença já que bem sabemos que com estes majaderos nunca nada se pode aventurar, mas, saír o que saír, sejam as condeas mais ou menos duras, sempre muita força, tranqüilidade e o preciso despreço perante o pronunciamento, pois se ponham como se ponham som leis espanholas desenhadas em Madrid para atuar numha normalidade forçosa onde se dá umha situaçom que nom é normal e sabendo que nunca terám a nossa legitimidade necessária para julgar a defesa da nossa Língua, da nossa Cultura, da nossa Terra... A sentença do Povo Galego é  a que devemos de por em valor e será a que nos absolva, devido a que já se pronunciou com todas as manifestaçons de apoio e solidariedade chegadas desde bem variados ámbitos da sociedade galega.

Como resumo rápido e leitura positiva de todo este processo, penso que temos que ressaltar e ficar com que aquel 8 de fevereiro de 2009 tirou-se de raiva e de dignidade. Muito orgulho quando as diferentes paróquias do Povo galego figérom por turrar juntas a um tempo e na mesma direçom de rechaço contundente ao espanholismo mais rançoso (lobos disfarçados com pele de anho), determinaçom e unidade para espantar aos mais ruins, imbécis e escuros. E conseguimo-lo!

A base de unidade de esforços, luita e rebeldia ensinamos os dentes aos que chegavam desde o outro lado do Padornelo em autocarros pagos a dizer-nos como temos que falar e em que Língua temos que viver. E logo, o que pensavam? Ainda por cima falam de violentos quando a verdade é que @s galeg@s já temos tido, em demasiadas ocasions, paciência avondo.

Pergunto-me eu, como aguardava esta gentalha que iam ser recebidos à sua chegada a Compostela? Fazendo-lhes um corredor pola rua de Sam Pedro? Sim, já... e depois de mijar por nós o mesmo tinham pensado ficar a passar o dia si el tiempo acompaña porque aquí siempre llueve, es una pena pero..., passear pola Zona Velha fazendo turismo de Turistam e aproveitar para comer umha boa mariscada que aquí son baratas y los camareros galleguitos son muy serviles, atentas y obedientes. Tururu.

Bom, moç@s, vou cortando o rolo que ainda que comezei a carta dum jeito formal já vedes que aos poucos estou a envenenar-me e para umhas quantas ringleiras que podemos compartilhar tampouco é jeito.

Pois isso, que na Galiza já temos aturado assovalhamentos de mais, que defender a Língua nom é delito e que, como escuitei dizer umha vez a Maria Osório, “nom vai ser a nossa geraçom a que deixe morrer a nossa Língua”. Aproveito para enviar à Maria um fondo abraço com a nossa força toda, dizer-lhe que a queremos a doer e que a cada dia a queremos mais.

Mais nada, companheir@s, despido-me. Muito obrigado novamente e, ainda que quando nos voltemos ver igual temos já a barba branca, nom vos preocupar porque nós seguiremos a estar e porque o nosso compromisso é indestrutível e que, por isso, temos um outro motivo para seguir a sorrir.

Até pronto!

Na Galiza sempre ceives!

 

Durante estes dias umha nova ondada de sançons económicas chegárom aos domicílios galegos. Desta volta trata-se das ativistas okupas que participárom contra o despejo do CSO Palaveia (Corunha) assim como das militantes juvenis que se concentraram ante os Julgados das Fontinhas (Compostela) exigindo a liberdade das estudantes detidas.

proxecto1CSO Palaveia

Há umhos dias oito pessoas recebérom umha sançom de 300 euros cada umha por supostamente ter participado numha concentraçom o passado 17 de Março ante o despejo do Centro Social Okupado Palaveia. A estas imposiçons agora engadense-lhe umha mais de 450 euros a causa de ser "identificado como el máximo dirigente de la manifestación puesto que las demás personas estuvieron esperando sin desplegar pancartas ni entonar cánticos hasta su llegada. Además era el que dirigía la manifestación para indicar el recorrido, las paradas y las consignas, encontrándose detrás de la pancarta principal".

As ativistas denunciam a invençons de jerarquias por parte dos polícias além de sancionar sem identificaçons prévias. Ante esta escala repressiva a “Plataforma contra a represión” convoca umha manifestaçom na Corunha que terá lugar o dia 12 de Julho e que partirá às 20h da praça de Maria Pita levando por legenda “Reprímennos a nós para asustarte a ti”.

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Por outra banda as organizaçons juvenil e estudantil Briga e Agir informárom  que várias militantes fôrom sancionadas com multas de 120 e 350 euros por suposta “desobediência à autoridade” ao estar presentes numha concentraçom ante os Julgados das Fontinhas (Compostela) em solidariedade com as seis estudantes detidas por apoiar as reivindicaçons dos marinheiros galegos.

Lembramos que durante a reivindicaçom ante o edifício judicial a Polícia identificou à prática totalidade das solidárias e em várias ocasions empurrou-nas, insultou-nas e incluso chegou a ameaça-las.

 

Desde o Organismo Popular Anti-repressivo CEIVAR solidarizamo-nos com todas as novas retaliadas e denunciamos os motivos das suas sançons assim como a praxe policial. Especialmente fazemos fincapé na dinámica que ultimamente pretende criminaliçar a solidariedade e chamamos a redobrar os esforços solidários para combater a repressom.

Tampouco podemos deixar de mencionar que nos atopamos às portas do Dia da Pátria e que estas represálias perseguem minguar a presença ativa durante os atos convocados para esses dias.

Nom nos poderám parar, a nossa solidariedade é imparável!

Basta de repressom!

 

Teto_novaApós umha semana na que se desconhecia o seu paradeiro, o preso independentista Roberto Rodrigues Fialhega, “Teto”, chegou esta noite à prisom madrilenha de Estremera.

Desde o Organismo Popular Anti-repressivo CEIVAR nom podemos deixar de continuar denunciando a dispersom à que se vem submetidas as presas independentistas galegas e que supom umha prática de tortura.

Igualmente animamos-vos a que lhe escrevades ao seguinte endereço:

Roberto Rodríguez Fialhega
Centro Penitenciario Madrid VII
Ctra. M-241, km 5.750,
28595 Estremera, Madrid (Espanha)
 

repressomEm poucas semanas dara-se incío á tramitaçom parlamentária da Ley de Seguridad Ciudadana. O último em emitir dictame foi o Consejo de Estado que avalou umha série de práticas que desde o Ministerio del Interior consideram  fundamentais para que a Polícia intervenha repressivamente nas mobilizaçons sociais.

Apelando a umha suposta “paz pública” da-se luz verde à denominada “retençom preventiva” que se aplicarám em caso de presunto delito e também alegando a umha investigaçom. Esta retençom preventiva poderá durar até seis horas.

Deslocamento à comisaria

No momento que a retençom preventiva conleva um traslado à comisaria começam os abismos legais e a indefensom para a pessoa. A retençom preventiva nom está sujeita às garantias próprias da detençom como por ejemplo direito a umha advogada e a nom declarar contra umha mesma.

Igualmente nom se especifica quem som as pessoas ou àmbito no que se pode abrir umha investigaçom polo que toda a cidadania poderiamos ser objeto dela em qualquer momento que nos atopemos na rua. Tampouco se describe em que circunstâncias será preciso o deslocamento à comisaria.

Trato arbitrário e racista

O Consejo de Estado explica “Es claro que el alborotador público (…) ha de ser reprimido con un trato -singularizado- distinto del aplicable al pacífico ciudadano -que se encuentra a su lado- y de la hipotética víctima”. Assim mesmo afirma que quando se produça umha detençom fara-se em base a estereotipos de género, raça, físicos, etc.. “ lo que implica necesariamente una discriminación” aponta o Consejo.

 
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