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No passado 8 de Março voltou repetir-se a situaçom, como um déjà vu penitenciário. Que já “sabia o que lhe esperava”, que se tinhamaosemprisom que despir inteiro para um cacheio após o encontro com a família. Nem bata regulamentária nem óstias. Forom os mesmos funcionários que no mês de Maio do ano passado o agrediram com o mesmo recurso. Berros, ameaças de “já sabes o que te espera”, e a continuaçom despi-lo à força e com golpes. A denúncia daquela ainda nom se resolveu.

Entretanto, no vis de Março desde ano, um irmao e três curmaos do Antom forom obrigados a darem volta para a casa sem vê-lo; mil quilómetros para receber a voz do funcionário que mete culpas no preso “nom ides poder ve-lo porque se nega ao cacheio integral”.

E em Abril parece que mantêm a atitude: quando o levavam para a zona de comunicaçons onde ía ter o vis familiar, os carcereiros de guarda repetirom a ameaça. Fizerom-lhe saber que depois do mesmo iam cachea-lo intregralmente e sem a bata regulamentária. Antom decide "plantar-se" e nom entrar no vis. Formulou uma queixa ao tribunal de vigilância penitenciária e comunicou ao exterior que enquanto nom se solucione esta agressom deixará de fazer vises.

Os cacheios integrais som contrários ao que diz o regulamento penitenciário e várias sentenças da próprias Audiência Nacional. Lembramos ademais, que diferentes dilaçons por parte da administraçom continuam a impedir que tenha vises com a sua companheira, Maria Osório, desde que esta foi também encerrada em 2014.

De ceivar animamos a escrever ao Antom e a denunciar ativamente as sistemáticas violaçons dos direitos humanos por parte do Estado espanhol.

Lembramos o seu endereço:

Antom Santos Peres


Centro Penitenciario de la Moraleja
Carretera Burgos-Portugal, 120,
34210 Dueñas, Palencia

Rachemos os muros!

A nossa solidariedade é imparável!

 

 

Mais um mês no interior de Dueñas, Mansilla de las Mulas, Ocaña, Estremera e Villanubla, as presas independentistas passam umha jornada completa de jejum em reclamaçom polos seus direitos. Nas ruas, entre as 20h e as 20:30h da tarde concentraremos-nos as pessoas solidárias, para visibilizar as suas reclamaçons elementares. Os pontos que o Coletivo de Presas Independentistas Galegas reclama som: O reconhecimento da sua condiçom de prisioneiras políticas, o fim da política criminal de dispersom penitenciária, o reagrupamento dos membros do coletivo numha mesma prisom em território galego, o cessamento do regime de reclusom nos centros de menores e a melhora geral das condiçons de vida no encerro.

As convocatórias som:

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Compostela: 20h na praça de Galiza

Burela: 20:30h na praça do Concelho

Ferrol: 20h na praça do Concelho

Corunha: 20h no Cantom do Obelisco

Vigo: 20h no Marco (rua Principe)

Ourense:20:30h na praça do Ferro

Ponte Areias: 20h diante do Concelho

Lugo: 20:30h na Praça Maior

 

Achega-te à concentraçom mais próxima!

 

Amizades de Edu Vigo sofriam um acidente de tráfico às duas da madruga do passado sábado no seu caminho cara os mais de 1300km que tinham por diante para ver o preso 40 minutos através dum vidro.

coletivo

Como medida de protesto dentro das prisons, esta sexta-feira, dia 22, recusarám a bandeja da comida. Em Mansilla de las Mulas, Estremera, Ocaña, Valladolid e Dueñas acontecerá a acçom conjunta, que confirma a firmeza das presas de manterem a reclamaçom dos seus direitos, como recentemente explicitavam em comunicado público o passado 17 de Abril “Continuamos a exigir o respeito aos nossos direitos como militantes presos/as e daremos passos para abrir fendas na política penitenciária vigente, intensificando as reivindicaçons de traslado a umha prisom em território galego e agrupamento do nosso Coletivo.

” Ainda o Coletivo de Presas Independentistas Galegas, engade: “Animamos o movimento independentista para continuar a sustentar a imprescindível solidariedade política com o nosso Coletivo e chamamos ao conjunto de forças políticas e sociais democráticas a se envolverem ativamente na denúncia da repressom política e a excecionalidade penal e penitenciária aplicada aos luitadores galegos/as presos/as.”

 

O tribunal político espanhol apresenta como "evidências" de que "promociona o terrorismo" a organizaçom de homenagens aos Mártires de Carral de 1846

O Julgado Central de audiencia_nacional_ep_100513Instruçom nº6, presidido por Eloy Velasco, desestima o recurso interposto pola defesa da organizaçom independentista Causa Galiza contra a sua "suspensom de atividades". Na linha de perseguir a disidência política, a herdeira do Tribunal de Ordem Pública franquista, ilegaliza uma organizaçom com atividade pública até o passado mes de Outubro, quando os corpos armados do Estado entraram em casas e postos de trabalho de nove civís em diferentes cidades e vilas.

O tribunal de excepçom asegura que "existem indícios suficientes", entre os que cita a celebraçom dos Dias da Galiza Combatente de 2013 e 2015. A Audiência investiga "o entramado constituido polos imputados para a difusom de ideias que tendem a justificar o uso da violência como instrumento para a independência da Galiza, assim como enaltecer os terroristas que pudessem executar açons violentas com essa finalidade".

Com este nível de justificaçom, rematam admitindo o "sacrifício dos direitos" que, no entanto, guardaria "relaçom proporcional com a gravidade do delito".

Se nom for por se asentar na mentira mais evidente, o discurso do Estado resultaria paradoxal até o ridículo, qual é esse terror e quem o sente? Qual é a violência e/ou violências que sofre a populaçom de forma sistemática? Quais som as preocupaçons e medos do nosso povo? As dúzias de miles de militares e miles de milhons de euros que o Estado inviste em defender a sua unidade, alimentar o patriarcado e perpetuar o capitalismo, engalanar os seus representantes mais agressivos e construir a sua espanholidade som expressons intrinsecamente violentas. E num contexto de vergonha geralizada polos crimes contra a humanidade que a Uniom Europeia está a cometer contra as pessoas refugiadas que fogem da guerra que estes mesmos Estados provocarom, o tribunal político espanhol falou.

Chamam-lhe democracia e nom o é.

A nossa solidariedade é imparável!

 

Chegou ao nosso email o seguinte comunicado do Coletivo de Presos/as Independentistas Galegos/as, com motivo do Dia Internacional dos/as Presos Políticos/as celebrado o 17 de Abril. O comunicado pode-se consultar também na web oficial do colectivo,http://network23.org/cpig.

Um ano mais, nas vésperas do 17 de Abril, data assinalada no calendário solidário com os presos e presas políticas, o CPIG publicamos a nossa tradicional mensagem som umha sucinta leitura política do contexto que confrontamos como prisioneiros e luitadores galegos/as.

Chegamos a esta jornada com umha situaçom carcerária praticamente idêntica à que vimos confrontando nestes anos prévios, o Estado espanhol mantém a sua aposta na criminal política penitenciária de castigo e chantagem contra os nossos militantes. A tantas vezes denunciada dispersom geográfica, a separaçom imposta entre os companheiros do Coletivo, a aplicaçom sistemática de rigimes fechados e isolamento, as restriçons contínuas no dia-após-dia nas cadeias… seguem caracterizando a repressom política que Espanha impom aos presos independentistas.

Nestes anos o nosso coletivo, desde a unidade e firmeza militante com a assistência e apoio de solidariedade nas ruas, foi capaz de superar com sucesso a tentativa do inimigo de dividir e liquidar a linha revolucionária que representa o CPIG. Reafirmamo-nos neste caminho guiado polos princípios de unidade, compromisso e diginidade para a liberdade, sem espaço para atitudes individualistas perante o regime carcerário.

Continuamos a exigir o respeito aos nossos direitos como militantes presos/as e daremos passos para abrir fendas na política penitenciária vigente, intensificando as reivindicaçons de traslado a umha prisom em território galego e agrupamento do nosso Coletivo. Animamos o movimento independentista para continuar a sustentar a imprescindível solidariedade política com o nosso Coletivo e chamamos ao conjunto de forças políticas e sociais democráticas a se envolverem ativamente na denúncia da repressom política e a excecionalidade penal e penitenciária aplicada aos luitadores galegos/as presos/as.

Queremos aproveitar esta oportunidade para trasladar a nossa posiçom política que trascende o ámbito estritamente carcerário e dirigirmos aos movimento popular galego, fazendo fincapé na necessidade de fortalecermos as ferramentas de autodefesa nacional. Hoje, quando o Estado acelera a sua ofensiva imperialista contra a Naçiom para destruir e assimilar Galiza, os soberanistas, os independentistas galegos/as devemos potenciar e articular forças próprias para a libertaçom nacional. Galiza só é viável desde a própria organizaçom e a consolidaçom de projetos auto-centrados, sem dependência, nem concessons a novidosos projetos alheios à nossa Terra que nom oferecem, nem podem oferecer, soluçom real aos problemas estruturais que condicionam a existência da nossa Pátria. Confiemos nas forças próprias, organizemo-nos para a luita independentista e combatamos sem complexos e com valentia o espanholismo que nos nega e repreme.

Vivemos tempos em que a ideologia neoliberal coloniza cada vez mais espaços do corpo social e político desativando a luita popular; polo menos merecedora de tal nome, entendida como luita real e conseqüente, nom reduzida a um simples espelhismo, caricaturizado após o vírus do imperante hedonismo individualista ou o inofensivo e alienante ciber-ativismo que expande a atual pos-modernidade.

Nestes tempos em que abunda o pior reformismo acomplexado e impotente perante um poder político e económico devastador, nós seguiremos a falar claro, abertamente, sem submissom aos parámetros ideológicos impostos pola direita neoliberal que constituem, nem mais nem menos que um insulto à elemental inteligência política. A estas alturas, com a realidade social e política que atravessamos, produz quando menos indignaçom escuitar a pretensas esquerdas de toda pelagem fechar fileiras com a direita no seu discurso conciliador respeito à economia de mercado, aos modelos de representaçom institucional, à pertença a espaços poíltico-económicos transnacionais como a UE ou a condena da legitimidade da violência revolucionária como meio de luita política. Perante isto, os revolucionários/as galegos/as devemos fortalecer trincheiras de resistência ideológica para erguer um movimento de libertaçom nacional verdadeiramente transformador, sustento de umha intervençom politica rupturista.

Nesta conjuntura adversa que atravessa Galiza, nom devemos perder a perspectiva histórica desterrando atitudes derrotistas e liquidacionistas. Se olharmos outros períodos difíceis do século XIX ou XX, comprovaremos como novas geraçons de patriotas fôrom, fomos, capazes de erguer projetos próprios e fazer avançar a luita polo nosso reconhecimento e emancipaçom nacional.

Reivindicamos o compromisso íntegro, a sinceridade radical no diagnóstico político e a coerência na acçom. Nós, como presos e presas políticas galegas, reafirmamo-nos no compromisso militante para a Independência nacional.

Avante a libertaçom nacional!

Viva Galiza Ceivei!

Denantes Mortos/as Que Escravos/as.

 

Este fim de semana as longas distáncias e a conduçom noturna durante horas fez realidade o risco de accidente para as duas visitantes que se dirigiam à prisom de Ocaña, em Toledo, passar cuarenta e cinco minutos com o seu amigo Edu.

Pouco antes das duas dadispersom madrugada do domingo duas vizinhas de Vigo atropelarom um javali que se meteu na autoestrada à altura de Ourense. Umha das amigas do preso conta para ceivar: "foi um flash, o golpe, os airbags e muito fume dentro do carro(...) Depois chegou a Guarda Civil de atestados, que rematarom o pobre animal. Nós poderiamos estar pior, por agora malestar geral. A. tem vários cortes e magulhaduras na mao, que já lhe vendarom no hospital, e como é mariscador, terá que colher alguns dias de baixa. Eu estou mareada, com pressom no peito, suponho que polo golpe e o airbag, dor de costas, especialmente nas cervicais, no pescoço e de cabeça. Agora ainda nom posso fazer muito movimentos".

Entretanto, no centro penitenciário de Ocaña, o Edu tivo que engolir as horas e o medo até finalmente constatar que o perigo da estrada fora a causa da ausência das suas amigas nos locutórios. 

A dispersom penitenciária, medida excepcional que aplica o Estado às presas políticas galegas, para além de procurar a separaçom da realidade nacional, cultural e socio-afectiva das pessoas presas, de forma contrária à própria Lei Orgánica Geral Penitenciária, é um castigo também para familiares e amizades, que tenhem que invertir uns gastos extraordinários em miles de kilómetros semanais, e nos piores casos, também a integridade física.

 
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