conc ouA continuaçom publicamos o comunicado leido nas concentraçons o passado luns em solidariedade c@s independentist@s detid@s o fim de semana:

Boa tarde a todas e todos,

Em primeiro lugar, queremos agradecer a vossa presença nesta concentraçom. Estamos plenamente conscientes de que, após a intensa campanha de criminalizaçom e aboliçom da presunçom de inocência de que som objeto nestes momentos os quatro independentistas galegos e galegas detidas, criou-se um clima de criminalizaçom que bloquea toda reflexom possível e santifica a versom dos factos que a oficina de imprensa da Guardia Civil envia aos meios para que a reproduzam.

Neste sentido, a vossa presença aqui é um sintoma de critério próprio, de valentia e de questionamento da apisonadora desinformativa que, agora mesmo, e nos próximos dias, estará a pleno rendimento. Queremos transmitir este reconhecimento em especial aos familiares e amigas e amigos das pessoas detidas que estades aqui presentes. Vaia desde aqui o nosso mais forte abraço a todas e todos vós neste momento difícil.

Informamos-vos a continuaçom dos factos essenciais acontecidos nas últimas horas:

Nesta fim-de-semana quatro militantes independentistas fôrom detidos pola Guardia Civil em duas localidades galegas. Trata-se de Miguel Garcia Nogales, que foi capturado domingo em Vila Marim e de Joám Manuel Sanches, Assunçom Lousada Camba e Antom Garcia Matos, que fôrom detidos conjuntamente no mercado da Lage em Vigo.

Neste momento, após serem conduzidos para Madrid, encontram-se em paradeiro desconhecido. Provavelmente em dependências da Guardia Civil. Aliás, foi-lhes aplicada a chamada Ley Antiterrorista, que implica a incomunicaçom em maos dos seus captores e impossibilidade de contatarem com advogados e familiares. Queremos explicitar aqui que este regime de detençom incomunicada é o que possibilita o maltrato e a tortura. Esta situaçom pode-se prolongar durante um prazo de até cinco dias.

Neste momento, junto ao deslocamento para Madrid de advogados que assistirám aos detidos em quanto sejam postos a disposiçom judicial, esta é toda a informaçom fiável de que dispomos.

Além da informaçom objetiva, fazemos públicas hoje nas concentraçons convocadas em todo o País as seguintes demandas e valorizaçons:

Primeira. Exigimos ao Governo espanhol, à Audiencia Nacional e à Guardia Civil o levantamento da legislaçom antiterrorista aplicada às quatro pessoas detidas, exprimimos a nossa preocupaçom polo facto de que podam ser maltratadas ou torturadas durante o período de detençom incomunicada e reclamamos a imediata posta em contacto com os seus advogados, advogadas e familiares, a sua liberaçom e o retorno para a Galiza.

Segunda. Queremos explicitar que o tribunal que resolverá a sua causa carece da menor credibilidade jurídica imaginável: a Audiencia Nacional é um tribunal político preconstitucional, que se constituiu ao dia seguinte de se disolver o Tribunal de Orden Público do fascismo e cuja única finalidade é a repressom do delito de natureza e origem política.

Terceira. Denunciamos a cumplicidade da totalidade dos meios de difusom com a Oficina de Prensa de la Guardia Civil. Televisons, jornais e rádios mostrárom, mais umha vez, a subordinaçom mais canina aos ditados do instituto militar e a sua conversom em simples divulgadores da versom policial. A vulneraçom de todos os códigos deontológicos da profissom jornalística impom-se de novo impudicamente para amparar a repressom política numha prática que a sociedade galega deverá avaliar com atençom.

Quarta. A intoxicaçom informativa e o juízo mediático de que som objeto nestes momentos os militantes detidos pretende aplicar no presente a consigna franquista do ''algo fariam'', que paralisa a solidariedade e abole a presunçom de inocência.

Quinta e última. Queremos expor aqui umha reflexom de calado para a que reclamamos atençom: quando, em 2013, a Audiencia Nacional sentenciou a existência na Galiza dumha organizaçom armada ilegal, anunciamos que, além de ser umha fiçom judicial destinada a reforçar a repressom, a sentença trazeria graves consequências para a comunidade independentista. O mesmo afirmárom naquela altura os principais agentes sociais, sindicais e políticos do País e, incluso, magistrados da Audiencia Nacional que mantiveram intata a sua independência de critério frente à Guardia Civil.

Hoje, infelizmente, o tempo deu-nos a razom no diagnóstico. Após o auto de 2013, veu a Operación Jaro contra Causa Galiza, a Operación Jaro II contra Ceivar, a instauraçom de macro-sumários cuja resoluçom leva pendente caminho de 5 anos e, agora, novas detençons e possíveis encarceramentos seguindo o modelo repressivo que já foi aplicado no seu dia em Euskal Herria dentro de umha espiral que parece nom ter fim.

A finalidade desta política é sempre a mesma: impossibilitar o desenvolvimento político-social do independentismo na Galiza. E o meio que emprega, também: a invençom dum imaginário grupo armado que apenas existe nos cérebros de quem programam a repressom, mas é fiçom a olhos da maioria social galega e, incluso, da racionalidade mais elementar.

Agora, quando quatro militantes independentistas se encontram de novo em Madrid em circunstáncias que adivinhamos terroríficas, queremos denunciar por enésima vez o Estado de Exceçom encuberto aplicado a quem reclamamos a independência da Galiza e apostamos estrategicamente num processo de rutura democrática nacional com o Reino de Espanha.

Rematamos convidando-vos a estardes atentas e atentos às convocatórias informativas e de mobilizaçom que se anunciarám nos próximos dias e a contatardes com Ceivar para desenvolver o trabalho voluntário de denúncia projetado para os próximos dias.

 

Liberdade independentistas galeg*s!
Viva Galiza ceive!