 | | Desempregados do Naval encerram-se nas instalaçons de Barreras (01.02.10) |
Efectivos ‘antidistúrbios’ da Polícia espanhola assaltárom nesta noite a enfermaria do estaleiro viguês Barreras para desalojar o grupo de trabalhadores da Assembleia de Parados do Naval que se encerrara nas instalaçons. A entrada produziu-se por volta das 00:30 h. da noite, primeiro, desfazendo a golpes com um maço a entrada da enfermaria e, depois, procedendo a destroçar parte do mobiliário e as instalaçons. Segundo a informaçom que facilita o web da central nacionalista CIG, “diante da violência com a que entrárom estes efectivos, os trabalhadores só pudérom chamar à calma” dos assaltantes.
Quatro dotaçons de ‘antidistúrbios’ acedêrom ao interior do estaleiro fazendo umha exibiçom de violência selvagem e procedendo a identificar os operários, que abandonárom a instalaçom rodeados por um denso dispositivo policial. Informam desde a CIG que a direcçom da empresa foi quem deu luz verde à entrada dos agentes e facilitou o desencadeamento dos sucessos que narramos.
Em defesa do emprego
O encerramento de operários que remata com a citada intervençom violenta iniciara-se às 9:30 h. da manhá desta segunda-feira ocupando os vestiários de Barreras. O objectivo da ocupaçom era reivindicar umha regulamentaçom da contrataçom e a defesa do emprego no sector. Os encerrados anunciaram onte que manteriam a medida de força até serem recebidos pola direcçom do estaleiro, que agora contesta com as FSE a pressom sindical. "Nom se está a escuitar a mensagem que lançamos, e umha vez esgotadas quase todas as vias (…) decidimos encerrar-nos e non nos moveremos até que se reunam com nós as pessoas que tenhem responsabilidades nesta situaçom”.
Convidamos a consultar o sítio web da central nacionalista para conhecer de primeira mao a grave problemática que motiva o encerramento e a violência repressiva como única resposta às demandas dos operários. Pola nossa parte, apenas engadir que, por enéssima vez, a Polícia espanhola revela-se como um instrumento institucional de imposiçom ao serviço do poder económico e político. Neste sentido é que, conscientemente, evitamos falar de actuaçons “desproporcionadas” ou “desmedidas”, porquanto qualquer violência ou pressom que se aplicar contra as legítimas reivindicaçons do nosso povo, à margem da sua “intensidade”, será da nossa óptica sempre ilegítima.
Mais informaçom
Sobre a luita que desenvolve a Assembleia de Parados do Naval em defesa da estabilidade no emprego e a colocaçom de limites à exploraçom recomendamos visitar a informaçom colocada no web da central nacionalista CIG. O acesso à página pode-se fazer através do linque colocado ao pé desta informaçom.
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