17 de Abril: Dia Internacional de Solidariedade com os Presos e as Presas Políticas

No 17 de Abril, celebra-se em todo o mundo o Dia Internacional de Solidariedade com os Presos e as Presas Políticas. Da Palestina ocupada aos Estados Unidos, da América Latina à Ásia, os povos recordam neste dia às suas e aos seus militantes prisioneiros do Estado. Na Europa também: só no Reino Unido, durante o ano passado, contam-se por milhares as pessoas que foram detidas pola sua denúncia do genocídio que Israel está a cometer na Palestina, e mais de um cento as que por este motivo se encontram na prisom. Na Galiza também se contam por dúcias as pessoas detidas e multadas no último ano por este mesmo motivo. O Estado Espanhol, de facto, leva toda a súa história perseguindo e encarcerando cidadaos e cidadás polo seu compromisso político, tanto em “ditadura” como em “democracia”. Aínda a dia de hoje, no cárcere do Pereiro de Aguiar, um homem e umha mulher cumprem avultadas condenas de prisom por fazerem parte da resistência galega.

Há umha maneira de distinguir as e os presos políticos: som aquelas e aqueles que nom estám na cadeia polo seu egoísmo, mas polo seu altruísmo. Umha ladroa comum nom quer que todas as suas vizinhas sejam ladroas. Um violador nom quer que todos os que o rodeiam também o sejam. Mas os presos e as presas políticas desejariam que todas as pessoas se comportassem como elas, que o seu ativismo fosse semente e inçasse. Essa é umha diferença ética fundamental, e o motivo polo que som um exemplo de dignidade. Ademais, Asunción Losada Camba e Antom Garcia Matos -a presa e o preso político arredistas que estám no cárcere do Pereiro de Aguiar- forom detidos e condenados por defender a identidade, a terra e o povo da Galiza, frente a quem quer a sua desapariçom. Som patriotas que arriscarom a súa vida e a súa liberdade para manter acessa a chama daqueles galeguistas cujos nomes decoram as nossas rúas, mas cujo pensamento há quem quere que esqueçamos: que a nossa Tera seja nossa.

Espanha dize que som “terroristas”. Mas quando escuites falar os políticos de “terrorismo”, desconfia. A definiçom de terrorista é aquele que procura aterrorizar a populaçom para conseguir os seus objectivos. Mas ningum arredista aterrorizou nem procurou nunca aterrorizar o povo galego. Nas bocas de quem manda, “terrorista” é, simplesmente, outra forma de dizer “os meus inimigos”. E os inimigos dos poderosos seriam, com muita probabilidade, bons amigos das e dos humildes que padecemos as súas políticas.

Hoje e sempre, solidarizamo-nos com quem dedicam a sua vida a luitar contra o Mal, e pagam por isso o duro preço da cadeia. Com Antom e com Assum, que combaterom e combatem na defesa da terra, a língua e a forma de vida que nos fai galegos/as. Mas também com todas e todos aqueles que, em qualquer país, ponhem a defesa dum mundo melhor por diante das suas preferências pessoais, e por isso som boas e generosos.

Liberdade Presos/as Políticos/as!

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