Neste 24 de Julho de 2026, mais um ano, Ceivar convoca a cidadania, na véspera do Dia da Pátria, para fazer que percorra Compostela umha cadeia humana reclamando a liberdade das e dos independentistas encarcerados ou privados de direitos civis por parte de Espanha. A convocatória é às 19:00 desde a Praça da Galiza.

Porém, a ediçom deste ano será extraordinariamente especial. Pola primeira vez, Antom Garcia Matos e Asunción Losada Camba, o guerrilheiro e a guerrilheira presos/as pola sua actividade na resistência galega, poderám estar fisicamente com nós durante o acto. Com já 7 anos de cadeia integramente cumpridos, Antom e Assum começárom há pouco a desfrutar de breves permisos fora da prisom, e, nesta ocasiom, aproveitarám a coincidência do permiso coa celebraçom do Dia da Pátria para estarém com todos e todas nós polas ruas de Compostela.
Dada esta circunstáncia, de Ceivar fazemos um chamamento especial para assistir ao acto e poder manifestar directamente ao preso e à presa a nossa solidariedade e o nosso carinho. Mas fazemo-lo para dar apoio e reconhecimento a quem dedicárom o melhor das suas vidas à luita pola Galiza, e continuam a fazê-lo na prisom: nom para celebrar umha liberdade que aínda fica longe. Por desgraça, aínda nom se trata dum recebimento a Assum e Antom pola sua saída da prisom, mas dum forte abraço irmandinho para quem terám que voltar à cadeia; porque queremos que no seu regresso aos calabouços espanhóis, levem consigo o calor e a solidariedade do seu povo.
De facto, temos que aproveitar este facto para denunciar um grande paradoxo: ao pé da nossa alegria por poder compartir esta Cadeia Humana pola Liberdade com Antom e Assum, manifestamos a indignaçom que nos produze nom poder comparti-la com Eduardo Vigo e Roberto Fialhega, os dous ex-presos independentistas a quem a Audiência Nacional mantém baixo “liberdade vigilada” com umha restricçom fascista dos seus direitos civis e políticos que os ameaça com cárcere por assistir a actos perfeitamente legais como o que Ceivar celebra no 24. Na véspera deste Dia da Pátria, também nos manifestaremos exigindo a sua completa liberdade, e recordando a condiçom profundamente autoritária e repressiva desse Estado Espanhol que nega a nossa condiçom de povo e os nossos direitos civis, mas cuja infame bandeira cada vez está mais presente nas nossas ruas (alentada nas últimas semanas, mesmo, por alguns que se dizem nacionalistas galegos).